Segunda Safra

Segunda Safra

17/04/2015 Uma notícia que poderá mudar o rumo desta safra foi divulgada pelo Climatempo. Chega, durante o feriado, uma frente fria de impacto moderado, porém, já partir do dia 23, preveem os meteorologistas muito frio, chegando abaixo de 5 graus na região Sul. O impacto no feijão-carioca poderá ser bastante forte. Estaremos avaliando o real estágio das lavouras e o impacto que isso poderá desencadear nelas. Já que é claro  geada antes do final do mês poderá significar perda de produtividade.

09/03/2015 – A Secretaria de Agricultura do Paraná detectou 44.000 hectares a menos na área total do Paraná na segunda safra. Totalizando assim 228.000 hectares. Por outro lado, apontam uma expectativa de melhora na produtividade alcançando 1985kg por hectare, sendo 30% maior que a safra do mesmo período de 2014. Nessa hipótese, a produção poderá ser maior que a do ano passado no mesmo período. 03/03/2015 – A região de Ibiá no Sul de Minas terá, segundo lojas de insumos da região, a área reduzida em 60/70% nesta segunda safra. A mosca-branca e a soja precoce alteraram definitivamente as área de segunda safra naquela região. 26/02/2015 Região noroeste do Paraná confirma diminuição de 70% na área plantada em relação ao ano passado. Também no Mato Grosso do Sul há fortes indicações de diminuição de 60/70% na área plantada. 23/02/2015 A região de Patos de Minas já deveria estar com boa arte da área plantada. Porém, primeiro a estiagem e agora a forte pressão da mosca branca torna cada dia mais remoto o plantio naquela região. 19/02/2015 – Com a chegada das chuvas nos últimos dias na região de Goiás e Minas Gerais, há um alívio geral com as lavouras em desenvolvimento e permite que seja finalizado o plantio. 02/02/2015 – Mesmo dentro da CONAB já se tem como certa uma importante diminuição da área plantada e deverá reduzir a área inicialmente estimada em 1,49 milhões de hectares. Acredito, pelo que tenho levantado, que estaremos mais próximos e com forte chance de ser menor do que os números de 2013 de 1,29 milhões de hectares, que foi a menor área plantada, da segunda safra, da história. Lembrando que parte importante desta safra é de feijão-de-corda. Praticamente todo feijão-de-corda produzido é neste período. Mosca-branca, estiagem, preço do milho, medo do risco podem contribuir para que tenhamos novamente a menor área de uma segunda safra da história.     15/01/2015 – Começam a partir de agora a plantar a segunda safra, 23 estados brasileiros. A projeção da CONAB aponta uma pequena diminuição de área de  3%, ou seja 1,42 milhões de hectares. Este plantio começa agora e se estende até junho. O Paraná deverá plantar 223 mil hectares. Isto representa área 18% menor do que a pl;antada no ano passado. A região de Cascavel diminuirá 60% a área em comparação com o ano passado. Os bons preços de milho poderão ao final diminuir ainda mais estes valores.

19/05/2014 Feijão: Os produtores estão no beco sem saída com os feijões cariocas. Alguma luz no fim do túnel? O Ministro da Agricultura fará algo mais além de falar? Certamente estas perguntas martelam na mente dos produtores que se aventuraram no plantio do feijão carioca. Minas, Goiás , Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso tem ofertas de feijões comerciais… Veja aqui o comentário completo

 

02/05/2014 Feijão: Segunda safra feijão 2014. O que esperar?  Contatamos dezenas de produtores, empacotadores, membros do governo e operadores do mercado de feijão. Veja aqui o que esperar leia aqui matéria completa .

   

 

22/04/2014 Feijão: números para a produção da segunda safra estão superestimados pela Conab. Oferta para o segundo semestre será menor que a prevista e preços podem disparar. No entanto, concentração de oferta no início da colheita em maio, deve pressionar os preços. http://www.youtube.com/watch?v=pMugSQVUBgs

31/03/2014   ERROS RIDÍCULOS  Mais uma vez há  erros ridículos, graves e irresponsáveis  nas avaliações de volume a ser produzido na segunda safra de feijão de 2014. Por exemplo,  a produtividade que é esperada  e está nas avaliações do governo seria um recorde de 1032 k, média Brasil. É uma avaliação irresponsável com sérias  conseqüências. Se tomarmos a produtividade histórica média dos dez últimos dez  anos, subtraindo a maior e a menor e dividindo por oito teremos 690 k por hectare, teríamos um total de 875.000  t. Porém teremos que descontar deste montante aquilo que produzirá a menos por conta da estiagem e mosca branca e do vazio sanitário, que contribuem em muito para menor produção. Se nosso consumo anual esta estimado em 3,5 milhões de toneladas, teremos uma produção ajustada a este montante. O se não neste momento é que muitas áreas novas estão surgindo o que torna difícil a análise E poderá inclusive resultar em uma oferta acima da necessidade. A falta de levantamentos sérios atrapalham a definição de estratégias adequadas.

Lavouras feijão preto região Sul do Paraná. Imagens enviadas por José do Feijão Pé Vermelho. 27/03/2014  

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Com o período de maior plantio  da segunda safra coincidindo em janeiro e fevereiro e com forte baixa de preços, os produtores que vinham firmemente decididos a plantar ao que tudo indica mudaram de ideia.
Feijão carioca feijão vendido por R$ 55 ficou muito abaixo que o custo de produção de R$ 75 no Paraná e abaixo de R$ 90 do mínimo. Como Brasília fica  em outro planeta  e estavam anestesiados  pela indolência do período de recesso. E finalmente quando decidiram e anunciaram que iriam liberar recursos para AGF o estrago já estava feito. Os aliados do governo agiram muito melhor do que a pior oposição teria feito. Destruíram, como sempre fazem, as possibilidades de termos uma boa área da segunda safra. Também todos estão com a pulga atrás da orelha, perdão, com a mosca atrás da orelha, mais precisamente a mosca branca. Ainda é impossível apontar o tamanho da consequente diminuição da área, por conta da mosca, mas em Minas Gerais, interior de São Paulo, Goiás, Bahia, norte do Paraná e Mato Grosso aonde for plantado certamente demandará inúmeras aplicações. Como dizem na minha terra, como desgraça nunca vem sozinha tem ainda a lagarta helicoverpa e ainda a estiagem que está amenizando agora, em  meados de fevereiro, porém são inúmeros os registros de perdas de áreas inteiras que na melhor das hipóteses serão replantadas com feijão, sendo que no Paraná,  poderá ser tarde demais. A insolação será cada dia menor com noites mais frias e com o risco de uma geada que ocorra mais cedo. Resumo da ópera o  vilão da inflação está afiando os dentes e fará barulho no segundo semestre. Seria divertido, durante a campanha eleitoral. não fosse triste o fato que o consumidor vai pagar caro demais pelo item número um da cesta básica. Finalmente a área média histórica entre 2003 até 2008 foi de1.899,7 e nos últimos 5 anos tem sido 1.573,8, sendo que em 2014 será de apenas 1280,5  segundo a CONAB.
Feijão Preto Até que se colha a segunda safra o cenário para venda do  feijão preto é excelente. Se no pico da safra em janeiro foi vendido por R$ 125/135, a lógica é que tenhamos de fevereiro até meados de maio períodos alternados de valorização intercalada com rápidos períodos de queda, porém com o viés sempre de alta.  Os investidores que pagaram até R$ 145 FOB cerealistas no início de fevereiro verão sua aplicação render satisfatoriamente. O comportamento dos preços do feijão preto será mais ameno do que o carioca se o atual cenário permanecer igual. Os preços praticados em janeiro bem acima do custo de R$ 75 chegando até R$ 125/135 e logo em fevereiro R$ 140, irá refletir na maior área possível de plantio na região sul, inédito tem feijão plantado em Bagé Rio Grande do Sul. Não fica por aí pois até mesmo no centro-oeste e sudeste. Ainda há o feijão plantado na Argentina. Após a seca 2013 naquele país, não houve para esta safra nem mesmo semente suficiente para que se plantasse tudo que gostariam naquele país. Ainda assim até 15 de fevereiro as condições das lavouras eram excelentes apontando para uma colheita de algo ao redor de 100.000 t. Isto significará, uma vez colhidas a tranquilidade para alcançar a safra de 2015, desde que o restante do hemisfério norte, ou seja China, Estados Unidos, México e Caribe  colham uma safra normal.
Feijão rajado – Este feijão volta a chamar a atenção do produtor mais atento. Em Janeiro com carioca a R$ 55/65 e preto R$ 125/135 o produtor que ouviu nossa recomendação de agosto-outubro de 2013 e plantou o rajado vendeu por R$ 180. Com ciclo de 75 dias, e cada vez melhor adaptado as condições em diversas micro regiões esta variedade é a chave para o produtor de feijão, agora mais do que nunca. O preço no mercado internacional ao dólar de R$ 2,42 ao redor de R$ 130 FOB porto de Paranaguá. É possível fazer os tão sonhados contratos que asseguram o escoamento deste produto.
 


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