Redução de preço mínimo do feijão foi aplicada após constatação de queda no custo de produção, diz Conab.

Confira a entrevista com Wellington Teixeira – Superintendente de Gestão e Oferta da Conab.

Wellington Teixeira, superintendente de Gestão e Oferta da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), conta que a estimativa de 3.374.000 toneladas para a safra atual de feijão é compatível.

Os produtores estão colhendo a terceira safra de feijão e a safra deverá fechar dentro da estimativa. A produção está alinhada com o consumo brasileiro, gerando um excedente de 14 mil toneladas, apenas.

Esse equilíbrio trouxe os preços para um patamar normal de preços – ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando os produtores chegaram a receber até R$500 pela saca. Agora, os preços giram em torno de R$113 a saca.

Teixeira aponta que o preço mínimo está por volta de R$84,70. Com isso, os preços praticados atualmente remuneram os produtores, na visão de Teixeira. Na média da safra, os custos de produção poderão ser maiores.

Em termos de área, a terceira safra teve 11% de aumento em relação ao ano passado, o que é compatível com safras anteriores.

A demanda está estagnada – o equilíbrio se dá no aumento da população, mas não se chega a um aumento. O mercado mundial de feijão é restrito, portanto, as exportações não são o caminho, na visão do superintendente.

A diversificação da produção, por sua vez, em especial no feijão caupi, pode voltar-se ao mercado externo. Essa produção ainda está bastante concentrada no Centro-Oeste. Por parte da Conab, não há um instrumento para incentivo à diversificação.

Com a divulgação dos novos preços mínimos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), ele destaca que o preço mínimo deve ser visto como uma garantia e não como um balizador das decisões a serem tomadas no mercado. A redução do preço mínimo, como aponta Teixeira, foi balizada com pesquisas realizadas sobre o custo de produção.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas







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