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Agricultores
familiares que cultivam açaí, algodão em caroço, amendoim, arroz longo fino em
casca, babaçu, borracha – bioma amazônia, borracha natural, café arábica, café
conillon, castanha de caju, castanha-do-brasil, feijão, girassol, leite,
mamona, milho, pequi (fruto), piaçava (fibra), raiz de mandioca, sisal, sorgo,
trigo e triticale contam, em março, com o bônus do Programa de Garantia de
Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) para os financiamentos dessas 23
culturas (veja tabela em anexo).
A portaria do PGPAF foi publicada nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da
União (DOU). Os preços de mercado e o bônus de desconto referem-se ao mês de
fevereiro de 2010 e têm validade para o período de 10 de março a 9 de abril de
2010.
Culturas e sociobiodiversidade
O produto com o maior bônus este mês é a borracha – bioma amazônia (71,43%) no
estado do Pará. Já a cultura com maior número de estados que contam com o bônus
é o feijão (17 estados). Entre eles, o Mato Grosso do Sul, onde o desconto na
parcela do financiamento para esta cultura é de 38,79%. Em Goiás e no Distrito
Federal também há bônus para o feijão este mês com, 34,64% e 33,12%
respectivamente.
Outro item da cesta básica que conta com bônus, em março, é o arroz (longo fino
em casca). Em Sergipe, o desconto é de 12,79%. Para o milho, 13 estados contam
co o bônus, entre eles, Mato Grosso (47,07%).Também será concedido bônus para
os financiamentos de leite, em 11 estados, entre eles, o Pará, com bônus de
25,53%.
Alguns produtos da sociobiodiversidade também recebem bônus, em março, como o
açaí (1,64% em Rondônia), o babaçu (45,21% no Maranhão), a borracha natural de
extrativismo (71,43% no Pará), a castanha de caju (60% em Tocantins), o pequi
(22,58% em Minas Gerais), a piaçava (43,71% na Bahia), entre outros.
O PGPAF ainda concede bônus para os financiamentos de raiz de mandioca (14,28%,
no Mato Grosso). Segundo dados do último Censo Agropecuário, a agricultura
familiar é responsável por 87% da produção nacional de mandioca.
Programa
O PGPAF, criado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em 2006,
possibilita que o agricultor familiar pague os financiamentos de custeio e
investimento com um bônus, que corresponde a diferença entre os preços
garantidores e o preço de mercado, nos casos em que o valor do produto
financiado esteja abaixo do preço de garantia.
Atualmente, o Programa abrange 35 culturas: babaçu, açaí, borracha natural
extrativa, pequi e piaçava, algodão, alho, amendoim, borracha natural, caprino
de corte, ovinos de corte, castanha-do-brasil, carnaúba, girassol, juta, malva,
sisal, sorgo, triticale, arroz, café conilon, café arábica, inhame, cará,
castanha de caju, cebola, feijão, leite, mamona, milho, pimenta-do-reino,
mandioca, soja, tomate e trigo. Essas culturas respondem por mais de 97% das
operações de custeio do Pronaf e mais de 98% das operações de investimento.
Cálculo do PGPAF
O bônus do PGPAF é calculado mensalmente pela Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) e divulgado pela SAF/MDA. A Conab faz um levantamento nas
principais praças de comercialização dos produtos da agricultura familiar e que
integram o PGPAF. Os bônus das operações de custeio e investimento ficam
limitados a R$ 5 mil anuais por beneficiário do crédito rural.
Nas operações de investimento do Pronaf, o bônus pode ser concedido bastando
que um único produto incluído no PGPAF seja gerador de 35%, ou mais, da renda
estimada pelo agricultor para o pagamento do financiamento.
Ministério do Desenvolvimento Agrário
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